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Entrevista | José Couto, Secretário de Estado da Administração Pública
“Entidades da administração central deverão implementar serviços de Segurança e Saúde no Trabalho até ao final de 2020”
Foi lançado o guião sobre como organizar os serviços de segurança e saúde no trabalho (SST) na Administração Pública. Para que serve este documento?
Este guião é um instrumento de apoio à decisão dos gestores públicos na escolha da modalidade de serviços de SST mais adequada a cada serviço. Há uma panóplia de serviços, que prosseguem interesses públicos diversos, com formas de organização e dispersão territorial também diversas que devem levar a diferentes ponderações da organização de serviços de SST. Assim, é preciso fazer uma ponderação transversal e perceber onde faz sentido a conceção de serviços comuns à mesma área governativa, ou até partilhados por mais que uma área governativa, serviços ou organismos; quando faz sentido a criação de serviços próprios e até o recurso a serviços externos. Um serviço de saúde tem características diferentes do atendimento ao público, e este de um serviço central de backoffice, de uma escola e de um laboratório de investigação. Todos eles exigem níveis muito diversos de segurança e saúde no trabalho que impõem também abordagens diferenciadas entre si. Este guião procura contribuir, de forma simples e direta, para a implementação destes serviços que são fundamentais para à saúde segurança e bem-estar dos trabalhadores.
Os organismos da Administração Pública têm de disponibilizar estes serviços até quando? Além deste guião haverá outras ações de apoio à implementação dos serviços de SST?
As entidades da administração central deverão implementar serviços de SST até ao final de 2020. Também no âmbito da implementação destes serviços, é importante destacar que a Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em funções Públicas (INA) em conjunto com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), já lançou uma oferta formativa específica nesta área para a capacitar trabalhadores e dirigentes na concretização deste objetivo. Esta oferta formativa inclui uma formação inicial de técnicos superiores em SST, uma formação para representante do empregador, empregador ou trabalhador designado para o desenvolvimento de atividades de segurança no trabalho e uma formação para representante dos trabalhadores em SST. Serão ainda lançadas formações em ergonomia e teletrabalho e em prevenção de riscos psicossociais em teletrabalho, a par de um conjunto de ações de sensibilização para esta matéria. É também importante assinalar a participação da Direção-Geral da Saúde (DGS) neste processo. É um trabalho colaborativo muito profícuo em franco desenvolvimento.

Qual é a importância dos serviços de SST para os trabalhadores?
Os serviços de SST são uma também forma de revalorizar o trabalho e fortalecer a Administração Pública, na medida em que proporcionam condições de trabalho dignas para os seus profissionais. Estes serviços são o reconhecimento de que as boas condições de trabalho são essenciais para a satisfação dos trabalhadores e para a promoção da segurança, da saúde e do bem-estar no trabalho. Além de ser importante na prevenção dos riscos profissionais, as boas condições de SST têm também repercussões muito positivas no desempenho, grau de satisfação e até assiduidade dos trabalhadores, o que é extremamente benéfico para todas as partes envolvidas: desde os trabalhadores, aos seus dirigentes, aos utentes dos serviços públicos.
Serviços públicos preparam reabertura com medidas de proteção para utentes e trabalhadores
A abertura gradual do atendimento presencial nos serviços públicos começou a ser preparada com a instalação de 1.000 barreiras em acrílico nas 34 Lojas de Cidadão geridas pela Agência para a Modernização Administrativa (AMA) e 1.500 nas Lojas e Espaços Cidadão geridos pelas autarquias. A aquisição destas proteções pelos municípios conta com o apoio técnico e financeiro da administração central, para que os espaços estejam prontos a reabrir logo que possível, cumprindo as regras de segurança previstas para os serviços públicos. Nesse sentido, foi aprovado um procedimento de pedido de apoio simplificado através do qual as autarquias podem apresentar a sua proposta à Direção-Geral das Autarquias Locais, de acordo com as especificações técnicas definidas pela AMA. Foram também colocadas faixas e sinalética com informação sobre as medidas e os comportamentos de segurança que devem ser observados no interior destes espaços.
Webinars na Administração Pública
Os trabalhadores e dirigentes da Administração Pública vão poder participar em 10 webinars sobre temas atuais como os desafios do teletrabalho, as parcerias sociais em contexto de pandemia, a saúde mental e o trabalho a partir de casa. O programa arrancou no dia 28 de abril com uma videoconferência sobre Comunicação Acessível e prolonga-se até 14 de maio. Desenvolvidos pelo do Centro de Formação INA, os webinars têm a duração de uma hora. Os interessados podem aceder ao calendário e inscrever-se gratuitamente através de formulário eletrónico. O Programa de Webinars para a Administração Pública faz parte do Plano de Trabalho Colaborativo na Administração Pública, que engloba 22 projetos em áreas como liderança, teletrabalho, segurança e saúde no trabalho, saúde mental e formação à distância e procura apoiar a atividade dos serviços e dos trabalhadores em novos ambientes do trabalho.

3.000 trabalhadores e dirigentes da Administração Pública participaram nos primeiros 7 webinars, promovidos pelo Centro de Formação INA. O programa de 10 sessões arrancou a 28 abril e termina esta sexta-feira (15). Cada webinar contou em média com 483 participantes, sendo que a sessão sobre Saúde Mental e Trabalho em Casa foi a mais participada (775), seguindo-se os webinars sobre Trabalho Colaborativo à Distância (681) e sobre Comunicar com os Trabalhadores no Contexto da Pandemia (613)..
Medidas facilitam liquidez das autarquias para apoiar o combate ao Covid-19
As autarquias vão beneficiar de medidas excecionais complementares de apoio na resposta à necessidade de prevenção, contenção, mitigação e tratamento da infeção pelo novo coronavírus (Covid-19). O Governo aprovou uma proposta de lei que determina que as despesas relacionadas com bens e serviços de combate à pandemia são elegíveis para efeitos do Fundo Social Municipal e introduz uma moratória nas amortizações de capital que as autarquias têm de fazer no quadro do Fundo de Apoio Municipal. A moratória aplica-se às autarquias enquanto contribuintes e às que têm empréstimos do Fundo do Apoio Social. Neste último caso, as autarquias não terão de remunerar o capital em 2020, sendo o mesmo diluído nos anos remanescentes do empréstimo.
O Centro Contacto Cidadão (300 003 990) recebeu, no último mês, cerca de 110.000 chamadas, ou seja, um aumento superior a 150% face ao mesmo período do ano passado. As chamadas recebidas foram atendidas com uma taxa média de sucesso na ordem dos 90%.
| Vídeos tutoriais para utilização dos serviços públicos no portal ePortugal, a alternativa aos serviços presenciais para proteção da saúde de todos. Saiba como: |
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